0º C

11 : 32

Após destruição ferroviária, Corredor do Lobito mantém-se activo

Mesmo com a linha ferroviária parcialmente destruída pelas cheias em Benguela, o Corredor do Lobito não parou: a Lobito Atlantic Railway (LAR) activou uma operação de emergência com camiões para manter o fluxo de mercadorias.

Registro autoral da fotografia

Há 2 horas
2 minutos de leitura

A concessionária confirmou que colocou em marcha um sistema multimodal, combinando transporte rodoviário e ferroviário, para contornar os troços danificados entre o Negrão e o Cubal. A solução liga o Porto do Lobito à Plataforma Multimodal do Dango, de onde as cargas seguem por comboio até ao Luau e à cidade de Kolwezi, na República Democrática do Congo.

As inundações de 12 de Abril, provocadas pelo rompimento de um dique no rio Cavaco, causaram danos severos na Linha do Caminho de Ferro de Benguela, obrigando à suspensão da circulação em vários segmentos. A tragédia deixou pelo menos 19 mortos, dezenas de desaparecidos e milhares de desalojados, num dos episódios mais críticos dos últimos anos na região.

Para evitar o colapso logístico, a LAR reforçou o recurso a camiões enquanto decorrem os trabalhos de reabilitação, já com um plano definido para recuperar integralmente a infra-estrutura. Ainda assim, o tráfego internacional para além do Huambo mantém-se operacional, garantindo a continuidade das exportações estratégicas.

A empresa destaca uma resposta rápida e coordenada, com operações retomadas em menos de duas semanas. Entre os marcos recentes, constam a circulação de um comboio da Sonagás a 20 de Abril e o envio de cargas de cobre e enxofre a partir do Lobito dias depois, num sinal claro de resiliência num corredor vital para a economia regional.