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Governo entrega terminais de Cabinda e Soyo à gestão privada por duas décadas

O Executivo avançou com a concessão dos terminais marítimo de Cabinda e fluvial do Soyo à Sogester por 20 anos, numa decisão que promete redesenhar o mapa logístico no norte do país.

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Os contratos foram assinados esta Segunda-feira, em Luanda, no seguimento de um concurso público internacional lançado em 2025, que atraiu seis empresas. O processo visou transferir a gestão e exploração das infra-estruturas para operadores com capacidade técnica e financeira comprovada, numa aposta clara na eficiência e modernização do sector.

Na cerimónia, o secretário de Estado para a aviação civil, marítima e portuária, Adilson Catala, classificou a medida como um “salto concreto” na transformação do sector, sublinhando o papel estratégico dos dois terminais na ligação económica entre Cabinda e o Zaire.

O Porto de Cabinda, inaugurado em 2021, tem capacidade para movimentar mais de 100 mil passageiros por ano, enquanto o Porto do Soyo, aberto em 2022, encurtou drasticamente o tempo de viagem entre as duas localidades, de cerca de 24 horas para apenas duas — um ganho que elevou a importância destas infra-estruturas no transporte nacional.

Embora o valor da concessão não tenha sido divulgado, o Governo espera ganhos significativos na redução de custos logísticos e no impulso à cabotagem. A Sogester, responsável pela operação, resulta de uma parceria empresarial cujo controlo accionista permanece envolto em alguma reserva, após alterações registadas nos últimos anos.