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TAAG bateu mais140 milhões de dólares na parede: transportadora fecha ano no vermelho com prejuízo elevado

A companhia aérea nacional TAAG fechou 2025 com prejuízos avaliados em 144,6 milhões de dólares, num dos resultados financeiros mais delicados dos últimos anos, enquanto a administração aponta o ambicioso processo de transformação e modernização da empresa como principal causa do rombo nas contas.

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Apesar do resultado negativo, o presidente do Conselho de Administração da TAAG, Clóvis Rosa, garantiu que a transportadora entrou “num novo ciclo” e defendeu que 2026 deverá marcar “um grande ano de viragem” para a companhia. Segundo o gestor, os elevados investimentos realizados ao longo do último exercício tiveram impacto directo nas finanças, sobretudo devido à renovação da frota, reorganização operacional, transição aeroportuária e recuperação dos sistemas afectados pelo ciberataque que abalou a empresa.

A administração revelou ainda que a TAAG transportou mais de 1,26 milhões de passageiros em 2025, registando receitas globais de 437 milhões de dólares e operando uma rede de 26 destinos nacionais e internacionais. A companhia reforçou igualmente a frota com aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner e Airbus A220-300, num investimento total que ultrapassou os 411 milhões de dólares, maioritariamente destinados à aquisição de aviões e reforço da capacidade técnica.

Clóvis Rosa admitiu que o sector atravessa uma fase particularmente exigente, marcada pela subida dos custos operacionais, volatilidade do preço dos combustíveis e dificuldades nas cadeias internacionais de fornecimento. Ainda assim, insistiu que a modernização da TAAG exige “investimentos pesados” e não pode ser analisada numa lógica imediata. Ao longo do ano passado, a empresa avançou também com 275 novas contratações, incluindo pilotos, tripulantes de cabine e técnicos especializados.

A transportadora destacou ainda o programa PALANCA, desenvolvido em parceria com a Lufthansa Consulting, como peça-chave para a reestruturação da companhia. A iniciativa visa reforçar áreas consideradas críticas, como segurança operacional, manutenção, engenharia e sustentabilidade financeira, numa altura em que a TAAG tenta recuperar altitude depois de um dos períodos mais turbulentos da sua história recente.