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Mistério à volta dos milhões: Porto de Luanda cresce, mas Governo esconde custo dos investimentos

O Porto de Luanda registou um crescimento de 23% no tráfego de navios até Setembro de 2025, consolidando a sua posição como a principal plataforma logística do país. No entanto, a inauguração de três novas infra-estruturas ficou também marcada pela recusa do ministro dos Transportes em revelar o montante investido, classificando essa informação como “irrelevante”.

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Durante a cerimónia de inauguração de uma subestação eléctrica, de um edifício de inovação e desenvolvimento tecnológico com 15 pisos e de um terminal de cabotagem, Ricardo de Abreu afirmou que o porto entra agora numa nova fase de modernização, sustentada em investimentos destinados a reforçar a eficiência operacional, a inovação tecnológica e a integração logística. Segundo o governante, estas infra-estruturas preparam o principal porto do país para responder às exigências de uma economia mais competitiva e cada vez mais ligada aos mercados internacionais.

Os indicadores operacionais apresentados pelo ministro revelam igualmente um aumento de 59% na movimentação de viaturas e cerca de 294 mil contentores processados até Setembro de 2025. Só no terceiro trimestre do mesmo ano, o Porto de Luanda ultrapassou a marca de um milhão de toneladas de carga movimentada, números que, segundo Ricardo de Abreu, confirmam o papel estratégico da infra-estrutura no abastecimento nacional e no crescimento da economia.

O titular da pasta dos Transportes destacou ainda que a nova subestação eléctrica garantirá maior estabilidade às operações portuárias, enquanto o edifício tecnológico reforçará a digitalização dos serviços. Já o terminal de cabotagem deverá impulsionar o transporte marítimo ao longo da costa angolana, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a ligação entre diferentes regiões do país.

Apesar da dimensão dos projectos, nem o ministro nem a administração do Porto de Luanda divulgaram o valor global dos investimentos. Ricardo de Abreu insistiu que o essencial não reside nos montantes aplicados, mas sim no impacto económico das obras, defendendo que a modernização da infra-estrutura é decisiva para reduzir os elevados custos logísticos que continuam a penalizar Angola e grande parte do continente africano.