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Violência na RDC: Ex-criminoso de guerra anuncia novo grupo rebelde em Ituri

O leste da República Democrática do Congo (RDC) acaba de ganhar um novo protagonista no cenário de terror e instabilidade. Um novo movimento rebelde, denominado Convenção para a Revolução Popular (CPR), acaba de ser criado, intensificando ainda mais o caos e a insegurança numa região já devastada por décadas de conflito.

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O grupo é liderado por Thomas Lubanga, um ex-criminoso de guerra, condenado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) em 2012 por recrutamento de crianças-soldado. Lubanga, que cumpriu apenas parte da pena de 14 anos de prisão, foi libertado em 2020 e, paradoxalmente, chegou a ser nomeado por Félix Tshisekedi para liderar uma força-tarefa com o objectivo de pacificar Ituri. Agora, surge como líder de um novo grupo armado que ameaça incendiar ainda mais a província.

Lubanga, que se encontra refugiado no Uganda, garantiu à agência Reuters que a CPR possui estrutura política e militar, contando com homens armados espalhados por três regiões de Ituri. Apesar de afirmar que ainda não iniciou operações militares, as suas palavras deixam no ar uma ameaça latente: “Trazer paz para a região exige uma mudança imediata na governação e no governo”, declarou.

A grande incógnita reside na verdadeira força do novo grupo. Enquanto Lubanga evita revelar números, peritos da ONU já o acusaram, no ano passado, de mobilizar combatentes para reforçar milícias locais e até de apoiar o grupo M23, uma das mais temidas forças rebeldes da RDC, que tem intensificado ataques devastadores em diversas zonas do leste do país.

O governo congolês, até ao momento, mantém-se em silêncio absoluto, sem responder a pedidos de esclarecimento sobre a criação deste novo grupo armado.

A província de Ituri vive há décadas mergulhada num cenário de terror, com inúmeras facções rebeldes a disputar o território e a população a pagar o preço da violência. O surgimento da CPR pode ser o rastilho para uma nova vaga de confrontos, colocando ainda mais vidas em risco e afastando qualquer esperança de paz na região.

PONTUAL, fonte credível de informação.