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ACJ entra no congresso confiante: “A UNITA cresceu muito”

Adalberto Costa Júnior entrou no XIV Congresso Ordinário da UNITA com confiança elevada, afirmando que o partido “cresceu muito” em todo o país e que está pronto para “concluir a missão” que iniciou há quatro anos.

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O recandidato traçou um balanço positivo da sua quarta campanha interna, admitindo a exigência do processo devido ao ritmo intenso das deslocações, mas sublinhando que encontrou uma UNITA “viva, pujante e profundamente rejuvenescida”, com forte presença de jovens e mulheres. Para o dirigente, esta nova vitalidade traz responsabilidades acrescidas num momento decisivo para o maior partido da oposição.

O congresso, que reúne mais de 1200 delegados no Complexo Sovsmo, decorre até Domingo e definirá o próximo presidente da UNITA, numa disputa directa entre Adalberto Costa Júnior e Rafael Massanga Savimbi, filho do fundador do movimento, Jonas Savimbi. O ambiente interno tem sido marcado por debates acesos, incluindo a suspensão de dois militantes, casos remetidos ao Conselho Nacional de Jurisdição, que o recandidato afirma tratar-se de actos “além da postura ética” e enquadrados nos estatutos.

Apesar das tensões, Adalberto Costa Júnior afirmou que a UNITA mantém mecanismos sólidos para garantir unidade e coesão, e apelou para que as suspensões sirvam como “oportunidade de melhoria” para os envolvidos. O dirigente recusou assumir-se como favorito, mas reconheceu que o resultado histórico de 2022, o melhor de sempre do partido, cria expectativas naturais entre os militantes.

Garantindo que a sua nova candidatura tem como objectivo fechar o ciclo iniciado antes das eleições gerais, o líder cessante afirmou que apenas o desfecho do congresso dirá quem conduzirá o partido nos próximos anos. Até lá, os delegados debatem alterações estatutárias e propostas para reforçar os mecanismos de democracia interna.