Privatização da petrolífera estatal só depois de 2026 por falta de organização
A Sonangol não avançará com a privatização antes do fim do Programa de Privatizações (PROPRIV), cuja conclusão está prevista para este ano, adiando assim a aguardada entrada em Bolsa para uma fase posterior.

Registro autoral da fotografia
O anúncio foi feito esta quarta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Gaspar Martins, que assegurou que a petrolífera mantém a intenção de realizar uma oferta pública inicial (IPO), mas reconheceu que as condições exigidas para o efeito ainda não estão plenamente reunidas.
“Mantemos o programa do IPO”, afirmou o gestor, sublinhando, contudo, que o processo depende da consolidação de pressupostos técnicos, financeiros e estruturais que permitam uma operação sólida e credível. Por essa razão, a dispersão de capital ficará fora do calendário do PROPRIV 2023-2026.
A empresa prevê colocar no mercado até 30 por cento do capital social, de forma faseada, estratégia que continua em cima da mesa. No entanto, o momento exacto da operação dependerá da maturação das condições consideradas essenciais para garantir estabilidade e confiança junto dos investidores.
O adiamento reacende expectativas e interrogações em torno de um dos dossiês mais sensíveis da economia nacional, numa altura em que a reestruturação da petrolífera estatal permanece no centro das atenções.
Apesar do compasso de espera, a administração garante que o objectivo estratégico se mantém intacto, deixando claro que a ida à Bolsa não foi abandonada — apenas suspensa até que o terreno esteja firmemente preparado.
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