João Lourenço diz que guerra no Médio Oriente deu razão à saída de Angola da OPEP
O Presidente da República afirmou esta Quarta-feira que o agravamento do conflito no Médio Oriente veio confirmar que Angola tomou a decisão certa ao abandonar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e ao relançar a refinaria do Lobito, numa altura em que o mundo enfrenta nova pressão sobre os combustíveis.

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João Lourenço falava no Palácio Presidencial, em Luanda, após um encontro com o Presidente do Gabão, Brice Clotaire Oligui Nguema, onde alertou para os riscos globais provocados pela instabilidade no Golfo Pérsico e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais do petróleo.
Segundo o chefe de Estado, o actual cenário internacional demonstra que os países produtores precisam de aumentar a oferta de crude para travar a escalada dos preços. “O conflito só veio comprovar que estávamos certos quando tomámos a decisão unilateral de sair da OPEP”, declarou, sublinhando que o petróleo continuará, durante muitos anos, a dominar o consumo energético mundial, apesar da transição energética.
João Lourenço aproveitou ainda para defender a retoma das obras da refinaria do Lobito, considerando que a procura internacional por combustíveis refinados disparou para níveis preocupantes. O Presidente admitiu, no entanto, que o país poderia beneficiar ainda mais caso a infra-estrutura já estivesse concluída, numa fase em que os preços do crude e dos refinados continuam sob forte pressão.
Angola abandonou oficialmente a OPEP em Janeiro de 2024, após divergências sobre as quotas de produção impostas ao país. Luanda contestou o limite de 1,11 milhões de barris por dia definido pela organização, insistindo que o potencial nacional ultrapassa os 1,18 milhões de barris diários.
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