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Botsuana quer entrar na Refinaria do Lobito

A Refinaria do Lobito começa a atrair interesses além-fronteiras e o Botsuana já admite integrar o projecto, numa movimentação que pode redesenhar o mapa energético da região.

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A intenção foi assumida pela ministra dos Recursos Minerais e Energia do Botsuana, Bogolo Kenewendo, durante uma visita às obras, onde defendeu que a infra-estrutura “não interessa apenas a Angola, mas a toda a África”, sublinhando o seu potencial para reforçar a produção de combustíveis e reduzir a dependência externa.

Segundo a governante, os contactos com Luanda estão numa fase avançada, com protocolos já assinados e trocas de informação em curso, faltando agora a avaliação técnica que poderá abrir portas a uma parceria efectiva. A ambição passa por transformar o projecto num eixo de exportação regional, à semelhança de grandes refinarias africanas.

Do lado angolano, o ministro Diamantino Azevedo garantiu abertura ao investimento dos países da SADC e assegurou que a obra segue dentro do calendário, com conclusão prevista para 2029. O projecto já atingiu cerca de 25 por cento de execução física e 34 por cento financeira, mantendo um ritmo considerado estável.

Financiada pela Sonangol, que já investiu cerca de 1,5 mil milhões de dólares num projecto avaliado em 6,2 mil milhões, a refinaria terá capacidade para processar 200 mil barris por dia. A entrada em operação está apontada para finais de 2027, reforçando a ambição de Angola em afirmar-se como um dos principais polos energéticos do continente.