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Angola entre os países africanos mais protegidos da crise no Médio Oriente, aponta relatório internacional

Enquanto várias economias africanas enfrentam o risco de colapso sob o impacto da guerra no Médio Oriente, Angola surge entre os países menos vulneráveis às ondas de choque provocadas pelo conflito, segundo uma avaliação da agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P).

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Num relatório divulgado esta semana, a S&P coloca Angola ao lado da Nigéria e da República do Congo no grupo das economias africanas mais protegidas dos efeitos da crise, em contraste com países como Egipto, Moçambique e Ruanda, considerados os mais expostos ao agravamento da instabilidade internacional.

Os analistas alertam, no entanto, que o prolongamento da guerra poderá aumentar a pressão sobre praticamente todo o continente africano, sobretudo devido à subida dos preços dos combustíveis e fertilizantes. A agência lembra que mais de três quartos dos países africanos dependem da importação destes produtos, situação que ameaça acelerar a inflação e agravar as contas públicas.

Apesar disso, Angola beneficia da condição de exportador líquido de petróleo e de um sistema de apoio aos combustíveis acima da média africana. Segundo a S&P, o país destina cerca de 2,8 por cento do Produto Interno Bruto aos subsídios dos combustíveis, muito acima da média continental de 0,3 por cento, o que ajuda a amortecer os efeitos da turbulência internacional sobre os consumidores.

O relatório surge numa altura em que o bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão continua a lançar incerteza sobre o mercado energético mundial. Ainda assim, o preço do barril Brent recuou para perto dos 101 dólares, depois de atingir picos de 126 dólares no auge da escalada militar no Médio Oriente.

C/Lusa