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Equipa 100% angolana realiza cirurgias cerebrais de alta complexidade no ‘Pedalé’

Uma equipa inteiramente angolana realizou, com sucesso, duas delicadas cirurgias a pacientes com aneurismas cerebrais no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, em Luanda. O feito clínico, considerado de elevada complexidade, mereceu reconhecimento de especialistas brasileiros e reforça a ascensão da medicina angolana em áreas antes dominadas por equipas estrangeiras.

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As intervenções aconteceram esta Terça-feira e foram lideradas pelo neurocirurgião Wilson Teixeira e pelo radiologista Celestino Delgado. Segundo o hospital, os dois casos apresentavam elevado grau de risco, tendo a equipa optado por uma técnica moderna e menos invasiva, capaz de reduzir complicações e acelerar a recuperação dos pacientes.

Ao contrário dos métodos tradicionais, os médicos recorreram ao tratamento endovascular, procedimento que evita a abertura do crânio. A técnica consiste na introdução de um microcateter através de uma artéria até ao cérebro, onde pequenas molas de platina são colocadas no aneurisma para bloquear o fluxo sanguíneo e impedir uma eventual ruptura, uma das situações mais temidas na neurologia.

O sucesso das operações foi descrito como “absoluto” pelo neurocirurgião Wilson Teixeira, que destacou o nível técnico alcançado pela equipa nacional. Já Celestino Delgado salientou que a precisão da neurorradiologia de intervenção permite actuar em zonas profundas do cérebro com impacto mínimo sobre os tecidos saudáveis. O hospital considera o feito um marco que coloca Angola entre os países africanos com capacidade para executar procedimentos neurocirúrgicos altamente especializados.

No mesmo dia, o “Pedalé” voltou a marcar posição ao realizar, pela primeira vez, mastectomias parciais com esvaziamento ganglionar em pacientes com cancro da mama. A unidade hospitalar informou que as cirurgias representam um novo passo no tratamento oncológico no país, sublinhando ainda o protagonismo de uma equipa médica maioritariamente feminina neste avanço clínico.

C/VA