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Sonangol com baixa acentuada: queda do preço do petróleo trava desempenho da petrolífera estatal

A Sonangol fechou 2025 com um resultado líquido de 750 milhões de dólares, menos 11 por cento face aos 846 milhões registados em 2024, num ano simbólico em que a petrolífera celebrou 50 anos de existência.

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Os dados preliminares foram apresentados esta quarta-feira, em Luanda, pelo presidente do Conselho de Administração, Gaspar Martins, que revelou igualmente uma quebra de 13 por cento no volume de negócios, fixado em 9,1 mil milhões de dólares. O EBITDA superou os 2,5 mil milhões, mas ficou aquém dos 3,45 mil milhões alcançados no exercício anterior.

Entre os factores que pressionaram as contas destaca-se a descida do preço médio das ramas angolanas, que se fixou em 69,09 dólares por barril, menos 14 por cento do que em 2024. A empresa comercializou 5,3 milhões de toneladas métricas e registou uma produção de 217 mil barris de petróleo equivalente por dia, correspondentes aos direitos líquidos.

A Sonangol mantém presença em 41 concessões petrolíferas, actuando como operadora em 11 blocos, com uma produção operada de cerca de 22 mil barris diários. Apesar da redução nos lucros, a estrutura operacional permanece extensa e estratégica para o sector energético nacional.

No mapa das exportações, a China consolidou-se como principal destino do crude angolano, ao absorver 69 por cento das vendas. Seguem-se a Índia, com 10 por cento, e mercados como Canadá, Espanha e Países Baixos, com 3 por cento cada.