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Assassinato no Mulenvos: Jovem morre após ataque com pedras, facas e catana junto a piquete policial

Um cidadão da Guiné-Conacri, de 31 anos, morreu depois de ter sido violentamente agredido com pedras, facas e uma catana no município do Mulenvos, em Luanda. O crime, atribuído a um grupo de marginais conhecido por “UTT de Matar”, ocorreu a escassos metros de um piquete da Polícia, facto que motivou denúncias de alegada falta de intervenção por parte de um agente.

Registro autoral da fotografia

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A vítima, identificada como Afonso Calungo Simão, residia em Angola há mais de 15 anos, no bairro Baixa de Cassanje. Segundo familiares, tudo aconteceu na noite de domingo, quando abandonou uma festa organizada para assinalar o baptismo tradicional da filha recém-nascida e seguiu para a sua cantina. Pouco depois, terá tentado socorrer um jovem que estava a ser assaltado, acabando cercado e atacado por vários indivíduos. Gravemente ferido, foi transportado para o Hospital dos Cajueiros, onde permaneceu internado até terça-feira, altura em que acabou por não resistir aos ferimentos.

De acordo com testemunhas, os agressores utilizaram uma catana, facas de cozinha e pedras para atingir a vítima, sobretudo na cabeça e nas costas. Um morador, que pediu anonimato, afirmou que uma testemunha correu até ao piquete policial, situado nas proximidades, para solicitar auxílio, mas alegadamente encontrou apenas um agente que não respondeu de imediato ao pedido. A mesma fonte sustenta que o efectivo só apareceu depois das agressões, quando populares já tentavam prestar os primeiros socorros.

A esposa da vítima, Madalena Dias António, de 23 anos, lamentou a morte do companheiro, descrevendo o episódio como um momento de enorme dor para a família, sobretudo por acontecer poucos dias após o nascimento da filha do casal. A comunidade exige agora uma investigação célere e o reforço da segurança naquela zona, frequentemente associada a actos de criminalidade violenta.

Entretanto, fontes locais apontam que o grupo conhecido por “UTT de Matar” será composto por vários jovens já identificados pelos moradores. As autoridades deverão agora apurar as circunstâncias do crime, identificar todos os suspeitos e esclarecer as denúncias sobre a alegada demora na actuação policial.