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Amnistia internacional acusa Angola de repressão violenta e detenções arbitrárias

Angola surge sob fortes críticas num novo relatório da Amnistia Internacional, que denuncia detenções arbitrárias, repressão violenta de protestos e mortes de civis atribuídas às forças de segurança, num retrato que levanta sérias preocupações sobre os direitos humanos no país.

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Há 16 horas
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No documento “A Situação dos Direitos Humanos no Mundo”, que analisa 144 países, a organização aponta para um padrão de violações em Angola, onde sindicalistas, membros da oposição, jornalistas e activistas terão sido alvo de detenções e prisões arbitrárias, em alguns casos sem acesso a defesa legal.

A ONG acusa ainda as forças de segurança de uso ilegal da força para travar manifestações, comprometendo o direito à reunião pacífica e colocando em causa a liberdade de expressão e de imprensa. O relatório refere também a ausência de investigações num caso de alegado homicídio cometido por agentes da Polícia de Intervenção Rápida.

O agravamento das condições socioeconómicas terá contribuído para o aumento da tensão social, sobretudo após a subida dos preços dos combustíveis a 4 de Julho, que desencadeou protestos e uma greve de taxistas. Os confrontos que se seguiram resultaram em mais de 30 mortos, mais de 200 feridos e cerca de 1214 detenções, segundo a Amnistia Internacional.

A organização recorda ainda episódios no Dia da Independência, a 11 de Novembro, quando activistas e um advogado foram detidos antes de manifestações previstas. Nesse dia, as autoridades cercaram o cemitério de Santa Ana, em Luanda, e detiveram 18 activistas, a maioria libertada horas depois sem acusação.