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“Parem já”: exige fim da guerra e a abertura do estreito de Ormuz

O Presidente da República, João Lourenço, defendeu a abertura do Estreito de Ormuz por via negocial e exigiu o fim imediato dos conflitos armados, num discurso firme proferido após encontro com o Papa Leão XIV, em Luanda.

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Perante membros do Executivo, corpo diplomático e líderes religiosos, o Chefe de Estado alertou para o “momento perigoso” que o mundo atravessa, marcado por disputas violentas por recursos naturais. Sublinhou que a paz é condição indispensável para o desenvolvimento e condenou a apropriação de riquezas pela força militar, numa crítica directa às potências envolvidas em conflitos internacionais.

Num tom incisivo, João Lourenço apelou ao fim definitivo da guerra e à construção de uma paz duradoura, destacando o papel determinante do Papa enquanto figura de autoridade moral. Pediu ao líder da Igreja Católica que continue a agir como “construtor de pontes”, capaz de promover o diálogo e travar a escalada de tensões que ameaça várias regiões do planeta.

O Presidente apontou ainda o Médio Oriente como um dos epicentros da instabilidade global, lamentando o sofrimento persistente de povos como os da Palestina e do Líbano. Defendeu que a região, historicamente associada a grandes religiões, deveria ser um espaço de convivência pacífica e não um palco de destruição e crise humanitária.

Por fim, insistiu que Estados e empresas devem privilegiar acordos e mecanismos legais para acesso a recursos, rejeitando o recurso à guerra como solução. Para João Lourenço, só o diálogo e a justiça poderão evitar um agravamento das tensões e garantir estabilidade internacional.

C/Lusa