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Governo admite desequilíbrio no Orçamento e expõe fragilidades na Educação

A ministra das Finanças, Vera Daves, reconheceu que as discrepâncias na execução do Orçamento Geral do Estado entre sectores como Defesa e áreas sociais são um “tema sensível”, revelando diferenças estruturais que penalizam Educação e Saúde.

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Em declarações à Lusa, à margem das reuniões do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, a governante explicou que os sectores da Defesa e Segurança concentram despesas fixas elevadas e inadiáveis, como salários e alimentação das tropas, o que conduz a níveis de execução orçamental mais altos e praticamente inquestionáveis.

Os números ilustram o fosso: enquanto Defesa e Segurança ultrapassaram largamente o previsto, com execuções de 148% e 153%, respectivamente, a Educação ficou-se pelos 58% e a Saúde pelos 77%, evidenciando fragilidades persistentes nos sectores sociais.

Vera Daves apontou ainda factores adicionais, como o maior acesso da Saúde a financiamento externo para construção de hospitais, ao contrário da Educação, onde a edificação de escolas depende sobretudo de recursos internos, embora admita avanços recentes com novas linhas de financiamento e programas como a alimentação escolar.