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Inflação abranda há 21 meses e atinge mínimo de quase dois anos em Angola

A inflação em Angola voltou a cair em Março, fixando-se nos 12,42%, o valor mais baixo desde Julho de 2023 e o 21.º mês consecutivo de desaceleração, revelam dados do Instituto Nacional de Estatística.

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Depois de ter disparado até aos 31,09% em Julho de 2024, o Índice de Preços no Consumidor Nacional entrou numa trajectória de queda contínua, consolidando um alívio progressivo no custo de vida, ainda que longe de níveis considerados confortáveis.

Apesar da descida global, os transportes continuam sob forte pressão, com uma variação de 16,59%, seguidos pela habitação, água, electricidade e combustíveis (15,49%). Saúde e educação surgem empatadas, ambas com 13,40%, mantendo-se entre os sectores mais penalizadores para as famílias.

A alimentação e bebidas não alcoólicas mantêm-se como o principal motor da inflação, responsáveis por mais de metade da subida dos preços (62,26%), embora também tenham registado um abrandamento, passando de 13,55% em Fevereiro para 12,72% em Março.

No retrato provincial, Cabinda lidera a escalada dos preços com 19,56%, enquanto Cunene surge no extremo oposto, com a taxa mais baixa do país (9,87%). A tendência de desaceleração acompanha as previsões do Banco Nacional de Angola, que aponta para uma inflação de 13,5% em 2026.

C/Lusa