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Os cidadãos têm de sentir utilidade no Estado: Chegou a hora de executar e mostrar resultados, diz Vera Daves

A ministra das Finanças, Vera Daves, lançou esta Quinta-feira um aviso claro dentro do próprio aparelho do Estado: o tempo das recomendações terminou e o Executivo entra agora numa fase de execução rigorosa das políticas públicas. A governante afirmou, em Luanda, que o desafio passa por transformar promessas em resultados visíveis para os cidadãos.

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Na abertura do XV Conselho Consultivo do Ministério das Finanças, Vera Daves declarou que o ministério atravessa “uma nova fase”, marcada por maior exigência, responsabilização e foco na eficácia da gestão pública. Sob o lema “Finanças Públicas: rigor e inovação ao serviço de Angola”, o encontro juntou quadros seniores e especialistas para discutir soluções ligadas à sustentabilidade financeira do país e ao reforço da confiança dos cidadãos nas instituições.

“Trabalhamos para os cidadãos, para que confiem, reconheçam utilidade na acção do Estado”, afirmou a ministra, reforçando que o Ministério das Finanças pretende consolidar-se como um dos pilares da boa governação, da transparência e da disciplina na gestão dos recursos públicos. Vera Daves admitiu ainda que o actual momento exige mais responsabilidade das direcções nacionais, delegações provinciais e organismos tutelados.

O primeiro dia do encontro ficou marcado por debates intensos sobre reforma dos fundos públicos, financiamento colaborativo, contratação pública e reestruturação do Sector Empresarial Público. Já para esta Sexta-feira, a agenda prevê discussões sobre reputação institucional, cibersegurança, registo patrimonial e consolidação das estatísticas das finanças públicas, numa altura em que o país enfrenta crescente pressão económica e social.

O conselho consultivo decorre num cenário de fortes desafios financeiros para Angola, com o Executivo sob pressão para apresentar resultados concretos, num contexto marcado pela inflação, exigências de maior transparência e necessidade urgente de melhorar a eficiência da máquina do Estado.