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Primeira-dama do Gabão quer levar Escola 42 de Luanda para Libreville

A Escola 42 de Luanda voltou a ganhar projecção internacional e despertou agora o interesse do Gabão. A primeira-dama gabonesa, Zita Nguema, visitou esta Quinta-feira a instituição e anunciou a intenção de replicar o modelo tecnológico em Libreville, numa decisão que reforça o peso crescente de Angola na formação digital em África.

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Durante a visita, Zita Nguema manteve contacto directo com estudantes e acompanhou de perto o funcionamento da escola, considerada uma das mais inovadoras do continente na área da programação e ciências de computação. Acompanhada pelo director do Gabinete de Quadros do Presidente da República, pela ministra das Pescas e Recursos Marinhos, Carmen do Sacramento Neto, e pela administradora executiva da Sonangol, Olga Sabalo, a primeira-dama mostrou-se impressionada com os resultados alcançados pela instituição angolana.

O director do Gabinete de Quadros do Presidente, Edson Barreto, afirmou que o interesse demonstrado pelo Gabão representa um reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido desde a inauguração da Escola 42 de Luanda, em Julho de 2023. Segundo o responsável, a instituição já conta com 300 estudantes inscritos e encontra-se actualmente na segunda turma de formação. Quase 50 alunos concluíram a primeira fase do programa, número que deverá aproximar-se dos 100 até ao final do ano.

A Escola 42 destaca-se por aceitar jovens com mais de 17 anos, independentemente do grau académico ou experiência prévia em informática, apostando num modelo de ensino inovador e altamente competitivo. “Os indicadores da Escola 42 de Luanda estão dentro da média global”, sublinhou Edson Barreto, destacando o impacto positivo do projecto no desenvolvimento tecnológico do país.

Criada originalmente em Paris, em 2013, a rede Escola 42 já se expandiu para mais de 29 países e 50 campus em quatro continentes. O pólo de Luanda tornou-se o primeiro da África Subsaariana e o quinto espaço da CPLP a integrar esta rede internacional, colocando Angola no centro da nova corrida africana pela inovação digital.

C/VA