Sem sistema há semanas: falhas prolongadas paralisam serviços essenciais
A persistente falha informática nos serviços de registo civil e notariado está a deixar milhares de cidadãos sem documentos essenciais, numa crise que o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola já classifica como um “colapso funcional” do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos.

Registro autoral da fotografia
De acordo com denúncias generalizadas, conservatórias, cartórios notariais e lojas de registo em várias províncias enfrentam há semanas interrupções no sistema, impedindo a emissão de bilhetes de identidade, assentos de nascimento, casamento e até certidões de óbito. Para muitos utentes, trata-se de um bloqueio absoluto de serviços básicos do Estado.
O presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça de Angola, Joaquim de Brito Teixeira, considera que a situação ultrapassou o plano técnico e revela uma falha estrutural grave. O responsável alerta para consequências directas na vida dos cidadãos, que ficam privados de direitos fundamentais por incapacidade de resposta dos serviços públicos.
No terreno, o cenário é de frustração crescente. Há relatos de cidadãos obrigados a percorrer vários serviços à procura de um sistema funcional, muitas vezes sem sucesso. Alguns afirmam tentar, há semanas, tratar documentos urgentes, sem qualquer resposta efectiva, num processo que classificam como desgastante e humilhante.
Até ao momento, não há esclarecimentos oficiais sobre as causas da avaria nem previsão para a normalização dos serviços, o que intensifica a pressão sobre as autoridades e alimenta o sentimento de abandono entre os utentes.
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