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António Sawanga pode ser chamado a tribunal no caso dos terrenos da Konda Marta

António Altino Sawanga, presidente do Movangola, poderá ser chamado a prestar declarações em tribunal no âmbito do processo relacionado com os terrenos da Konda Marta, que envolve também o actual governador do Cuanza-Sul, Eugénio César Laborinho, o tenente-general Rui Fernandes Lopes Afonso, o antigo comandante municipal da Polícia Nacional no Talatona, Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário, e o ex-administrador municipal Rui Duarte.

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Os nomes surgem no processo em que Daniel Afonso Neto, presidente do Conselho de Administração da Konda Marta, responde por crimes de calúnia, difamação e incitação à violência.

Na audiência de sexta-feira, 9 de Outubro de 2026, realizada no Tribunal da Comarca de Luanda, no edifício Dona Ana Joaquina, 5.ª Secção, Daniel Neto acusou o subcomissário Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário de estar ligado à alegada ocupação dos terrenos em disputa. O empresário afirmou que o oficial possui condomínios no espaço reclamado pela Konda Marta, identificando um dos empreendimentos como For Life.

As declarações levaram o tribunal a suspender a audiência e a marcar diligências no terreno para 14 de Outubro, no município do Camama, em Luanda. A deslocação deverá permitir esclarecer a titularidade dos condomínios, a origem dos investimentos existentes na área e a eventual participação do Estado angolano nos empreendimentos. É neste quadro processual que António Sawanga e os restantes nomes referidos poderão ser chamados a prestar declarações, embora não tenha sido indicada uma data para essas eventuais audições.

O advogado Salvador Freire, representante de Daniel Neto, defende que o tribunal deve esclarecer os factos antes de tomar uma decisão. Segundo o causídico, os declarantes ouvidos no processo afirmaram que o Estado se apropriou do terreno sem indemnizar os ocupantes. A diligência no local, sustentou, deverá ajudar a determinar a quem pertencem os condomínios e se houve investimentos públicos naquela área.

O processo está também relacionado com declarações públicas de Daniel Neto sobre a morte do jovem Alves Benjamin, ocorrida em 2023. As acusações levaram à abertura do julgamento por calúnia, difamação e incitação à violência, no qual estão em causa declarações dirigidas a responsáveis ligados à Polícia Nacional. A eventual audição de Sawanga, Laborinho, Rui Fernandes Lopes Afonso, Joaquim Osvaldo Dadinho de Rosário e Rui Duarte poderá acrescentar novos elementos ao esclarecimento judicial do caso.