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Caso Osvaldo Caholo: activistas mobilizam as ruas para uma contestação cívica

Um grupo de activistas decidiu avançar com uma manifestação em Luanda para exigir a libertação de alegados presos políticos, ignorando o adiamento do julgamento de Osvaldo Caholo, agora remarcado pelo Tribunal de Comarca de Luanda para quinta-feira.

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O porta-voz do movimento, Luís Antunes, garante que o protesto não se limita ao caso de Caholo e insiste na libertação imediata de todos os detidos que o grupo considera vítimas de perseguição, elevando o tom de contestação num momento sensível.

Do lado da defesa, o advogado Simão Afonso reconhece o apoio de organizações da sociedade civil, mas assegura que a estratégia passa pelos meios legais, com recurso às instâncias judiciais para garantir a restituição da liberdade do seu constituinte.

Segundo o Ministério Público de Angola, o activista responde por alegada apologia ao crime e incitação à rebelião, na sequência de declarações nas redes sociais durante protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis e dos transportes. Detido desde Julho, Caholo já protagonizou greves de fome, enquanto a defesa denuncia irregularidades processuais e falta de garantias.

A tensão cresce num quadro em que a Constituição da República de Angola consagra o direito à manifestação e à liberdade de expressão, colocando frente a frente reivindicações cívicas e o braço da justiça num debate que promete ganhar novos contornos nas ruas.