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Crise financeira leva companhia aérea nacional a travar promoções e gastos

A TAAG apertou o cinto e avançou com um corte imediato de despesas, suspendendo contratações, promoções e diversos encargos, numa resposta directa ao prejuízo de 134,2 mil milhões de kwanzas registado em 2024.

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A decisão, anunciada esta sexta-feira, integra o programa de transformação e reestruturação da transportadora aérea nacional, que pretende impor disciplina rigorosa aos custos e garantir a sustentabilidade financeira da companhia. Em causa está a necessidade urgente de proteger resultados e restaurar a estabilidade numa empresa que fechou o último exercício com capitais próprios negativos de 31,5 mil milhões de kwanzas.

Entre as medidas agora adoptadas constam a suspensão temporária de admissões externas e progressões internas, controlo apertado de despesas e viagens de serviço, bem como restrições em incentivos comerciais e na aquisição de bens e serviços. A administração assume uma política de contenção transversal, num momento considerado crítico para o futuro da empresa.

A companhia assegura, contudo, que a segurança operacional não será afectada. A manutenção das aeronaves, a operação técnica e a disponibilidade de tripulações de cabine e de cockpit mantêm-se plenamente garantidas, afastando receios quanto à fiabilidade dos voos.

Citado no comunicado, o presidente do conselho de administração, Clóvis Lara Rosa, defende que as medidas são temporárias, mas indispensáveis para salvaguardar a estabilidade financeira e proteger os postos de trabalho. O último relatório e contas revela ainda que a TAAG depende do apoio do Estado angolano para assegurar a continuidade das operações, tendo beneficiado de 84,5 mil milhões de kwanzas em Obrigações do Tesouro no âmbito do processo de recapitalização.

C/Lusa