0º C

15 : 25

Projecto angolano quer salvar rios, florestas e espécies ameaçadas

O Governo de Angola avançou com uma parceria internacional para proteger a estratégica Torre de Água das Terras Altas Angolanas, uma das regiões ecológicas mais críticas do continente, responsável por alimentar grandes rios e sustentar milhões de vidas na África Austral.

Registro autoral da fotografia

Há 3 horas
2 minutos de leitura

A iniciativa, integrada no Projecto Lisima, conta com o apoio do Ministério do Ambiente (MINAMB) e do Instituto Nacional de Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC), sendo implementada pela Fundação Lisima, em parceria com a Conserve Global e financiamento da Rainforest Trust.

Em causa está uma vasta área de cerca de 93 mil quilómetros quadrados de floresta de miombo praticamente intacta, onde nascem rios como o Cubango, Cuito, Zambeze e Kwanza, fundamentais para ecossistemas regionais e para o Delta do Okavango, um dos mais valiosos santuários naturais do planeta.

A região alberga espécies ameaçadas, como elefantes, leões e mabecos, e sustenta milhares de famílias que dependem directamente dos recursos naturais. O projecto aposta na conservação liderada pelas comunidades, com programas de agricultura sustentável, produção de mel e ecoturismo, além da criação de áreas protegidas e mecanismos de gestão territorial.

Com mais de 250 espécies identificadas recentemente pela ciência e dezenas de estudos que confirmam a sua riqueza biológica, a paisagem de Lisima surge como peça-chave na luta contra as alterações climáticas. As autoridades defendem que a iniciativa poderá transformar Angola num exemplo de conservação sustentável, ao conciliar protecção ambiental e desenvolvimento local.