Estátua do falcão-dos-pés-vermelhos inaugurada no Huambo para valorizar e homenagear espécie
O município do Mungo, na província do Huambo, ganhou uma nova marca de identidade com a inauguração de uma estátua do falcão-de-pés-vermelhos, uma iniciativa que pretende destacar um dos mais impressionantes espectáculos naturais de Angola e reforçar o potencial turístico da região.

Registro autoral da fotografia
A cerimónia foi presidida pela ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, e contou com a presença do governador Pereira Alfredo, além de autoridades locais, líderes tradicionais e membros da comunidade. A governante sublinhou o papel do Mungo como um dos principais refúgios desta ave migratória, que percorre milhares de quilómetros desde a Europa e Ásia até encontrar descanso em solo angolano.
Entre Janeiro e Março, milhares de falcões escolhem a região como abrigo temporário, transformando o Mungo num ponto de observação de relevância internacional. Este fenómeno natural, que se repete anualmente, tem atraído investigadores, ambientalistas e turistas, consolidando a localidade como referência no mapa da observação de aves em África.
Para potenciar este recurso, o Executivo pretende avançar com a criação de uma área de conservação e com a construção da “Casinha das Aves do Mungo”, um espaço de apoio destinado a acolher visitantes e investigadores. A iniciativa visa impulsionar o turismo ecológico, dinamizar a economia local e valorizar o património ambiental, com o Governo a procurar financiamento para infra-estruturas e investigação.
Considerado um dos maiores poleiros do mundo desta espécie, a Ombala Caholo afirma-se como palco de um espectáculo único, onde, entre Fevereiro e Abril, milhares de falcões-de-pés-vermelhos aves que chegam a percorrer mais de oito mil quilómetros oferecem uma demonstração rara da força da natureza, agora eternizada em forma de estátua no coração do Huambo.
C/VA
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