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Decisão final caberá ao Presidente: sete candidatos disputam sucessão de Pitta Gróz na PGR

A corrida à liderança da Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou numa fase decisiva, com sete candidatos considerados aptos para suceder a Hélder Pitta Gróz, que deixou o cargo após oito anos marcados pelo combate à corrupção.

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Entre os nomes que se destacam na lista figuram o antigo vice-procurador-geral da República Luís de Assunção Mouta Liz e a actual vice-procuradora Inocência Pinto. Também foram aprovadas as candidaturas de Eduarda Rodrigues, Gilberto Mizaleque, Pedro Mendes de Carvalho, Lucas Ramos dos Santos e Filomeno Benedito, enquanto Daniel Modestos permanece sob reavaliação após reprovação inicial.

Os candidatos passaram pelo crivo do Conselho Superior da Magistratura do Ministério Público, que analisou as propostas submetidas. Segue-se agora uma votação interna para seleccionar três nomes, os quais serão encaminhados ao Presidente da República, João Lourenço, responsável pela escolha final do próximo Procurador-Geral da República.

A sucessão de Pitta Gróz surge num momento sensível para o sistema judicial angolano, já que a PGR desempenha um papel central na investigação criminal, na defesa da legalidade e na luta contra a corrupção, áreas que continuam sob forte escrutínio público.

Juristas ouvidos sobre o processo defendem que a mudança de liderança pode representar uma oportunidade para reforçar a independência do Ministério Público e imprimir maior dinamismo à condução de processos, sobretudo aqueles que envolvem figuras politicamente expostas.