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Disputa interna no PHA: Tribunal Constitucional manda repetir convenção

O Tribunal Constitucional anulou a primeira convenção do Partido Humanista de Angola (PHA) e determinou a realização de um novo encontro, numa decisão que aprofunda a disputa interna que já levou à destituição da presidente do partido, Florbela Malaquias.

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A decisão consta de um novo acórdão, conhecido esta quarta-feira, na sequência de uma acção apresentada por membros fundadores do PHA que contestaram a forma como a primeira convenção foi convocada. O Tribunal determinou que uma nova convenção seja realizada no prazo de 120 dias, com o cumprimento rigoroso dos estatutos e da legislação e a participação de todos os membros da Comissão Política Nacional, incluindo os autores da acção.

Entre as irregularidades identificadas, os juízes apontam a convocação da convenção por Florbela Malaquias sem uma deliberação prévia da Comissão Política Nacional, órgão colegial do partido. O TC concluiu ainda que não foi respeitado o quórum de dois terços previsto nos estatutos e que alguns membros foram excluídos do processo de convocação e dos trabalhos do encontro.

O processo insere-se numa disputa que chegou ao Tribunal Constitucional em 2025 através de duas acções: uma apresentada pelos membros que contestavam a liderança de Malaquias e outra pela própria presidente, contra a sua suspensão. Uma decisão judicial anterior confirmou a destituição da dirigente, que continua a exercer funções como deputada à Assembleia Nacional. Fundado em 2022, o PHA conta actualmente com dois deputados no Parlamento.