0º C

00 : 33

Do apoio social à inclusão económica: Kwenda expande-se às cidades do país

Com um orçamento reforçado de 520 milhões de dólares, o programa Kwenda entrou esta terça-feira na sua fase urbana, levando transferências monetárias directas a populações vulneráveis nos centros de Benguela e dos Navegantes, numa operação que marca uma nova etapa no combate à pobreza nas cidades angolanas.

Registro autoral da fotografia

Há 2 horas
2 minutos de leitura

O apoio começou a chegar a pessoas em situação de elevada fragilidade social, incluindo cidadãos com albinismo, pessoas com deficiência, idosos dependentes, doentes crónicos, bem como crianças e jovens com necessidades especiais, enquadrados em cinco categorias de vulnerabilidade definidas pelo programa.

Na cidade de Benguela, foram registados 455 beneficiários que cumprem os critérios exigidos, segundo dados avançados pelo administrador municipal, Armando Vieira, num processo que privilegia a identificação rigorosa dos agregados realmente afectados pela pobreza extrema.

A segunda fase do Kwenda alarga o seu alcance para além das transferências monetárias, apostando fortemente na inclusão produtiva, sobretudo da juventude, através de acções de capacitação, financiamento de iniciativas económicas e acompanhamento técnico contínuo, explicou o director-geral do Fundo de Apoio Social (FAS), Belarmino Jelembe.

O programa passa igualmente a integrar mecanismos de poupança comunitária, bancos de sementes, fundos solidários de inclusão e investimentos no capital humano, com atenção especial à primeira infância e ao reforço da resiliência das famílias face aos choques climáticos.

Ao todo, foram cadastradas 1.138 pessoas nos principais centros urbanos das capitais provinciais, cada uma com direito a um apoio anual de 132 mil kwanzas, sendo 529 idosos, 259 pessoas com deficiência, 170 doentes crónicos, 100 cidadãos com albinismo e 80 crianças e jovens com necessidades especiais, após um rigoroso processo de verificação da condição real de pobreza.