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“Pedimos para reduzir, mas não quiseram”: Sobrevivente acusa motoristas alcoolizados após tragédia no Cuanza-Sul

Uma sobrevivente do acidente de viação que ceifou a vida a 11 pessoas no município do Waku-Kungo, no Cuanza-Sul, acusa os motoristas do autocarro sinistrado de conduzirem sob efeito de álcool, em excesso de velocidade e com a viatura sobrelotada.

Registro autoral da fotografia

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Aurélia Gombo, passageira do autocarro da empresa PVJ, relatou à TV Zimbo que a viatura era conduzida por dois motoristas alegadamente alcoolizados e que os passageiros alertaram repetidas vezes para a condução perigosa durante a viagem iniciada no Luena, com passagem pelo Cuito, rumo a Luanda.

Segundo o testemunho, já em território do Cuanza-Sul, um dos motoristas terá cedido o volante ao colega por não reunir condições para continuar, sem que a situação se tenha alterado. A sobrevivente garante que a velocidade permaneceu elevada, apesar dos apelos insistentes dos passageiros para que fosse reduzida.

Aurélia Gombo descreveu ainda momentos de pânico antes do embate fatal, afirmando que o autocarro perdeu o controlo várias vezes, até se despistar definitivamente e colidir contra árvores, episódio que terá provocado a maioria das mortes.

A passageira denunciou igualmente a sobrelotação da viatura, com pessoas sentadas no corredor e junto à porta, circunstância que, no seu entender, agravou o número e a gravidade dos ferimentos registados.

A Polícia Nacional confirmou que as primeiras indicações apontam o excesso de velocidade como uma das causas do acidente, adiantando que o motorista perdeu a vida no local, enquanto decorrem investigações para apurar o eventual consumo de álcool, o estado psicotécnico dos condutores e as condições mecânicas do autocarro.