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Do turismo à exploração sexual: rede internacional usava Angola como destino final

Uma operação de alto impacto das autoridades angolanas desmantelou, em Viana, uma rede internacional de tráfico e exploração sexual que mantinha cidadãs estrangeiras sob controlo, num esquema clandestino que operava à margem da lei e sob falsas promessas de emprego.

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A acção, conduzida pelo Serviço de Investigação Criminal, resultou na detenção de 14 suspeitos e no resgate de 12 vítimas, numa intervenção realizada numa casa nocturna localizada na zona conhecida como “Cidade da China”, no bairro Vila Sede. Entre os detidos figuram 11 cidadãos vietnamitas incluindo duas mulheres, dois chineses e um cidadão angolano, este último agente da Polícia Nacional.

De acordo com o porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, os implicados enfrentam acusações graves, que vão desde associação criminosa a tráfico de pessoas, exploração sexual organizada e lenocínio, num processo que revela a dimensão internacional e altamente estruturada da rede.

As vítimas, com idades entre os 18 e os 34 anos, entraram em Angola com vistos de turismo, algumas há mais de quatro meses. Já no país, viram os seus passaportes apreendidos, ficando impedidas de regressar e sujeitas à prostituição forçada, num ambiente de controlo e dependência.

As investigações apontam para um esquema sofisticado de recrutamento no estrangeiro, baseado em falsas promessas de emprego. As mulheres recebiam entre 400 mil e 500 mil kwanzas, valores condicionados ao desempenho na actividade ilícita, num modelo que evidencia um negócio lucrativo sustentado pela exploração humana.

C/Correio da Kianda