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Famílias chamadas para testes de ADN no caso do 27 de Maio

A Comissão para Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas de Conflitos Políticos (CIVICOP) lançou um novo apelo às famílias das vítimas do 27 de Maio de 1977 para realizarem testes de ADN, numa tentativa de acelerar a identificação dos restos mortais encontrados na vala comum do Cemitério da Mulemba, também conhecido como “14”.

Registro autoral da fotografia

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No ano em que se assinala o 49.º aniversário de um dos episódios mais marcantes e dolorosos da história política de Angola, os familiares estão a ser orientados a deslocarem-se ao Laboratório Central de Criminalística ou ao posto instalado no Kilamba, no largo Papa Leão XIV, para a recolha de amostras biológicas. O objectivo passa por cruzar os dados genéticos com os restos mortais já recuperados pelas autoridades.

Segundo informações avançadas pelo Jornal de Angola, a colaboração das famílias é considerada decisiva para o avanço do processo, numa altura em que aumenta a expectativa em torno da identificação das vítimas desaparecidas há quase cinco décadas. O procedimento poderá permitir que várias famílias tenham finalmente respostas após anos de silêncio, dor e incerteza.

A pressão em torno do processo intensificou-se depois de, na passada Sexta-feira, a CIVICOP ter iniciado a entrega formal das primeiras nove urnas às famílias das vítimas encontradas na vala comum do Cemitério da Mulemba. O acto decorreu no mesmo dia em que o país observou luto nacional decretado pelo Presidente da República, João Lourenço, em homenagem às vítimas dos conflitos políticos registados entre Novembro de 1975 e Abril de 2002.

O processo de identificação das vítimas do 27 de Maio continua, assim, a ganhar novos contornos, numa fase considerada por muitos como um dos momentos mais sensíveis da reconciliação nacional em Angola.