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Dor e comoção marcam último adeus a profissionais de saúde mortos em acidente

Angola despediu-se, esta quarta-feira, dos profissionais de saúde que perderam a vida num trágico acidente rodoviário, num momento de comoção nacional que expôs a dimensão humana de uma perda considerada irreparável.

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A cerimónia solene teve lugar no Complexo Hospitalar “Pedro Maria Tonha Pedalé”, em Luanda, e reuniu familiares, colegas, membros do Executivo e representantes da sociedade civil. Entre lágrimas, silêncio e cânticos de despedida, multiplicaram-se homenagens a quem, segundo vários testemunhos, “viveu para salvar vidas” e se tornou referência nas comunidades onde actuava.

O Ministério da Saúde, liderado por Sílvia Lutucuta, classificou o episódio como um golpe profundo para o Sistema Nacional de Saúde, sublinhando o compromisso de garantir uma despedida digna. As vítimas integravam a classe de enfermagem e regressavam de um encontro nacional promovido pela Ordem dos Enfermeiros de Angola, onde se discutiam soluções para reforçar o sector.

A Ordem dos Enfermeiros descreveu os falecidos como líderes e exemplos, cuja ausência deixa “um vazio difícil de preencher”. Entre os homenageados figuram quadros de relevo, incluindo directores hospitalares e responsáveis provinciais, cuja acção marcou milhares de utentes. O Presidente da República, João Lourenço, já expressou condolências, considerando o sucedido “um golpe doloroso para toda a nação”.

Enquanto as urnas seguiram para o Uíge e Cabinda sob forte comoção, o drama mantém-se nos hospitais: seis sobreviventes encontram-se em estado crítico e outros oito permanecem em cuidados intensivos, cenário que prolonga a angústia e reforça o impacto devastador de uma tragédia que abalou o país.