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Executivo prepara novo ciclo de endividamento com 4,1 biliões de kwanzas em 2026

Angola prepara-se para um novo ciclo de endividamento em 2026, com um financiamento líquido estimado em 4,1 biliões de kwanzas, num quadro em que o ‘stock’ da dívida pública deverá atingir os 64,3 biliões de kwanzas, segundo dados oficiais do Ministério das Finanças.

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A previsão foi avançada esta terça-feira pelo director-geral da Unidade de Gestão da Dívida Pública, Dorivaldo Teixeira, durante a apresentação da Estratégia de Endividamento para 2026–2028, sublinhando que a prioridade do Executivo passa por preservar a sustentabilidade da dívida, após o rácio dívida/PIB ter fixado cerca de 49 por cento em Setembro de 2025.

De acordo com o plano, o endividamento líquido previsto será assegurado maioritariamente através do mercado interno, com uma captação estimada em 2,4 biliões de kwanzas, numa aposta clara no reforço do financiamento doméstico e na redução gradual da exposição externa.

Entre os eixos estratégicos definidos constam a gestão activa e proactiva dos passivos, a estabilização dos indicadores macroeconómicos, a preferência por financiamento concessional, a diversificação da base de investidores e a mitigação da concentração de vencimentos da dívida pública.

Dorivaldo Teixeira destacou ainda a relevância da política cambial e da extensão das maturidades como instrumentos essenciais para reduzir o risco de financiamento, estimular o acesso de empresas e cidadãos aos títulos do Estado e impulsionar um mercado secundário com maior liquidez e previsibilidade.

Apesar dos avanços, o responsável reconheceu que 2026 será um ano particularmente exigente, com amortizações da ordem dos 13 mil milhões de dólares, enquanto o secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, Ottoniel dos Santos, alertou para um serviço da dívida estimado em cerca de 15 biliões de kwanzas, num contexto que exige disciplina orçamental e rigor técnico redobrados.