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INE: Luanda concentra maior fatia do PIB e expõe desigualdades regionais

Instituto Nacional de Estatística revelou que Luanda foi, em 2024, o maior motor da economia nacional, ao contribuir com 32,2 biliões de kwanzas para o Produto Interno Bruto. Os dados, divulgados pela primeira vez ao nível provincial, expõem o peso esmagador da capital na criação de riqueza no país.

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Segundo o relatório, o PIB a preços correntes disparou de 15,8 biliões de kwanzas, em 2015, para 104 biliões em 2024. Depois de Luanda, destacaram-se as províncias do Zaire, com 18,4 biliões de kwanzas, e de Benguela, com 7,8 biliões, representando 17,71% e 7,53% do total, respectivamente. Em contraste, Cuando Cubango (0,61%), Cunene (0,80%) e Namibe (1,21%) surgem na base da tabela, evidenciando assimetrias persistentes.

A capital quase sextuplicou o seu contributo face a 2015, quando registava 5,7 biliões de kwanzas. O crescimento real do PIB em 2024 fixou-se em 4,95%, com Benguela a surpreender ao liderar a expansão económica, ao atingir 33,14%. Namibe e Bié também apresentaram desempenhos robustos, enquanto Cunene, Lunda Sul e Cuando Cubango enfrentaram contracções significativas.

No rendimento ‘per capita’, o Zaire, Cabinda e Cuanza Norte apresentaram os valores mais elevados, ao passo que Huíla, Cuando Cubango e Cunene registaram os níveis mais baixos por habitante. Em termos sectoriais, Luanda e Benguela destacaram-se nos serviços, enquanto o Zaire assumiu protagonismo na indústria, reforçando o seu perfil produtivo.

Esta nova edição do PIB Provincial, com periodicidade anual e baseada na anterior Divisão Político-Administrativa, agora alargada a 21 províncias, constitui, segundo o INE, um instrumento estratégico para medir desigualdades regionais, orientar o planeamento e sustentar políticas públicas de desenvolvimento com maior precisão territorial.