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José de Lima Massano: subida do petróleo pode aliviar contas, mas encarecer a vida

A escalada do preço do petróleo nos mercados internacionais pode representar um alívio imediato para as finanças de Angola, mas o Governo avisa: o mesmo fenómeno pode trazer uma factura pesada na forma de inflação e encarecimento das importações.

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O alerta foi deixado esta sexta-feira pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, ao comentar o recente disparo da cotação do crude provocado pela tensão militar no Médio Oriente. O governante advertiu que, apesar de ser uma notícia favorável para países exportadores de petróleo, é necessário cautela até se perceber se a subida será duradoura ou apenas momentânea.

Falando em Lisboa, na conferência “Radar África – Os Caminhos de Angola”, o ministro sublinhou que o impacto inicial tende a ser positivo para produtores como Angola. Ainda assim, lembrou que o país mantém uma elevada dependência de importações de bens essenciais, o que significa que a subida do petróleo também pode pressionar os preços internos e alimentar a inflação.

O Orçamento Geral do Estado para este ano foi elaborado com base num preço médio de 61 dólares por barril, mas a recente escalada levou a cotação a ultrapassar os 80 dólares, uma evolução que pode alterar o cenário económico inicialmente previsto.

Apesar da forte ligação ao sector petrolífero para a obtenção de divisas, Lima Massano destacou que o peso da economia não petrolífera tem vindo a crescer e já representa cerca de 80% da actividade económica, com destaque para a agricultura, cuja expansão começa a rivalizar com a importância histórica do crude no Produto Interno Bruto.