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Governo Provincial considera ilegal greve da ELISAL que já provocou perdas de 700 milhões de kwanzas

Cinco dias de paralisação na ELISAL provocaram prejuízos avaliados em 700 milhões de kwanzas e deixaram vários bairros de Luanda confrontados com a acumulação crescente de resíduos, num cenário que começa a gerar preocupação em matéria de saúde pública.

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A greve dos trabalhadores da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL), desencadeada devido ao alegado incumprimento de reivindicações laborais, continua a marcar a actualidade da capital. As autoridades provinciais classificam a paralisação como ilegal e consideram que a situação ultrapassou os limites de uma simples greve.

Em conferência de imprensa realizada esta segunda-feira, no Centro Aníbal de Melo, o vice-governador de Luanda para os Serviços Técnicos e Infra-Estruturas, Kalunga Quissanga, afirmou que o protesto não tem fundamento legal. Segundo o responsável, cerca de 80 por cento dos pontos constantes do caderno reivindicativo dos trabalhadores já foram solucionados, razão pela qual contestou a continuidade da paralisação.

Também o presidente do Conselho de Administração da ELISAL, Gonçalves Imperial, reiterou a disponibilidade da empresa para retomar as negociações com a comissão sindical e pôr fim ao impasse. O gestor garantiu que a direcção sempre manifestou abertura ao diálogo, mas indicou que o desacordo persiste apenas em matérias relacionadas com os subsídios de alimentação e transporte, bem como com o ajustamento salarial.

De acordo com a administração da empresa, a implementação imediata dessas medidas esbarra nas actuais limitações financeiras da ELISAL. Enquanto as negociações permanecem sem consenso, o lixo continua a acumular-se em diversos pontos da cidade, aumentando os receios quanto aos impactos sanitários e ambientais para milhares de cidadãos.