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Graciete Dombolo sai da corrida e deixa OMA com candidata única

Graciete Dombolo retirou a candidatura ao cargo de secretária-geral da Organização da Mulher Angolana (OMA), num desfecho que redesenha o xadrez interno da organização feminina do MPLA a poucas horas de decisões políticas relevantes.

Registro autoral da fotografia

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Fonte ligada ao processo orgânico, citado site Correio da Kianda, confirmou que a decisão já está tomada e deverá ser formalmente comunicada ainda hoje ao Bureau Político do MPLA, que se reúne esta terça-feira, em Luanda. O recuo é descrito como um acto de natureza estritamente política, enquadrado nas dinâmicas internas que antecedem o congresso.

De acordo com a mesma fonte, Graciete Dombolo não deverá pronunciar-se publicamente nesta fase, optando por cumprir os trâmites partidários e orgânicos antes de qualquer comunicação externa, em linha com os procedimentos internos da organização.

Com a saída de cena de Graciete Dombolo, Emília Carlota Dias surge como candidata única à liderança da OMA, perfilando-se para suceder a Joana Tomás à frente da estrutura feminina do partido.

O cenário de candidatura única não é inédito na OMA, cuja história revela uma forte tradição de consensos internos, com processos eleitorais frequentemente marcados pela ausência de disputa directa, em nome da coesão e da estabilidade organizativa.

Fontes próximas, citado pelo mesmo site, do processo indicam que a retirada resulta de concertações políticas de última hora, num movimento estratégico destinado a assegurar alinhamento interno antes do congresso, devendo a comunicação ao Bureau Político clarificar, nas próximas horas, o quadro definitivo da sucessão.