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Amnistia Internacional exige libertação imediata de ‘General Nila’ e denuncia abusos em Angola

A Amnistia Internacional lançou um alerta contundente e exige a libertação imediata do activista angolano conhecido como “General Nila”, detido há mais de 250 dias sem que tenham sido apresentadas provas credíveis contra si.

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Num comunicado divulgado esta quinta-feira, o director regional da organização para a África Oriental e Austral, Tigere Chagutah, acusa as autoridades angolanas de bloquearem o acesso da defesa ao processo e de colocarem em causa o direito a um julgamento justo. A organização considera que o caso expõe uma escalada de repressão contra vozes críticas no país.

Serrote José de Oliveira, líder da União Nacional para a Revolução Total de Angola (UNTRA), ganhou notoriedade por organizar manifestações pacíficas e denunciar alegadas injustiças sociais. Foi detido após ter sido alvejado por forças de segurança, quando transmitia em directo o primeiro dia de uma greve em Luanda, num episódio que continua envolto em dúvidas e contestação.

A Amnistia Internacional aponta ainda falta de transparência no processo judicial, o que reforça suspeitas de detenção arbitrária. A organização apela ao Governo angolano para garantir o acesso imediato da defesa a todos os elementos do processo e cumprir as normas internacionais de justiça.

Entretanto, o clima de tensão mantém-se nas ruas: uma marcha pela libertação de activistas foi travada pela polícia no passado sábado, com detenções, à semelhança de uma vigília organizada em Outubro. Vários activistas ligados aos protestos contra a subida dos combustíveis continuam detidos e são considerados “presos políticos” por sectores da sociedade civil, enfrentando acusações que vão de rebelião a terrorismo.

C/Lusa