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11 pescadores desaparecem sem deixar rasto no Namibe

Onze pescadores continuam desaparecidos no alto-mar, após a embarcação artesanal em que seguiam ter perdido contacto desde 29 de Abril, no Namibe. O caso já mobilizou operações de busca e voltou a lançar o alerta sobre os perigos da navegação em zonas consideradas críticas na costa angolana.

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O desaparecimento só foi comunicado às autoridades marítimas na passada Sexta-feira pelo armador da embarcação, depois de os tripulantes ultrapassarem em duas semanas o período previsto para o regresso. Segundo o delegado marítimo do Tômbwa, Waldemar Gange, os órgãos competentes accionaram imediatamente mecanismos de busca para tentar localizar os pescadores.

As autoridades admitem crescente preocupação com a sucessão de incidentes marítimos registados na província. Waldemar Gange apelou ao cumprimento rigoroso das normas de segurança e dos avisos meteorológicos, sublinhando que vários acidentes recentes ocorreram em áreas interditas à navegação devido às condições perigosas do mar.

O clima de apreensão agravou-se ainda mais esta Segunda-feira, depois de terem sido encontrados os dois últimos corpos de um grupo de nove pescadores desaparecidos desde 2 de Maio. Os cadáveres deram à costa dias depois de sete corpos já terem sido recuperados, num episódio que abalou comunidades piscatórias da região.

Enquanto familiares aguardam notícias dos 11 homens desaparecidos, cresce o receio entre pescadores artesanais do Namibe, numa altura em que o mar volta a revelar o seu lado mais implacável e mortal.