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União Africana teme avanço regional do ébola após novos surtos

A União Africana lançou esta Segunda-feira um sério alerta sobre o risco de propagação regional do ébola, depois da confirmação de surtos na República Democrática do Congo, Uganda e, mais recentemente, no Sudão do Sul. O continente volta a enfrentar um cenário de elevada tensão sanitária, numa altura em que o número de mortos e casos suspeitos continua a aumentar.

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O presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, manifestou “profunda preocupação” com a evolução da doença e apelou ao reforço urgente das medidas de vigilância, controlo e resposta rápida nos países afectados e vizinhos. O responsável elogiou ainda os esforços das autoridades sanitárias da RDCongo e do Uganda, sublinhando que África já enfrentou crises semelhantes e poderá voltar a superá-las através da coordenação e acção colectiva.

No centro da preocupação está a província de Ituri, no leste da RDCongo, onde o novo surto já provocou 91 mortes prováveis e cerca de 350 casos suspeitos. O Sudão do Sul confirmou esta Segunda-feira um caso junto à fronteira congolesa, detectado através dos sistemas de vigilância instalados nas comunidades fronteiriças. No Uganda, pelo menos uma pessoa perdeu igualmente a vida devido ao vírus.

A Organização Mundial da Saúde declarou este Domingo emergência internacional face ao agravamento da situação, levando vários países africanos a reforçar controlos sanitários e medidas de contenção nas fronteiras. O Ruanda surge entre os primeiros países a apertar as restrições, temendo uma escalada regional da doença.

Transmitido através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, o vírus do ébola provoca febres hemorrágicas graves, vómitos, diarreia e hemorragias internas. Segundo a OMS, a taxa de mortalidade pode atingir os 90 por cento, tornando esta uma das doenças mais mortais e temidas do continente africano.