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Sílvia Lutucuta representa Angola em cimeira onde se decide o futuro da saúde mundial

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, já se encontra em Genebra, na Suíça, para representar Angola na 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, um dos mais influentes fóruns globais sobre políticas sanitárias, onde estarão em cima da mesa temas críticos como pandemias, malária, saúde mental e cobertura universal de saúde.

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A delegação angolana participa no encontro entre 18 e 23 de Maio, ao lado de representantes dos 194 Estados-membros da Organização Mundial da Saúde. Segundo o Ministério da Saúde, Angola pretende afirmar-se como parceiro estratégico nas políticas de saúde pública em África, numa altura em que o mundo enfrenta novos desafios sanitários e pressões sobre os sistemas nacionais de saúde.

Além de Sílvia Lutucuta, a missão integra Ana Maria de Oliveira, técnicos seniores do Ministério da Saúde e diplomatas angolanos destacados para acompanhar os debates especializados. Antes do arranque oficial da cimeira, a ministra manteve encontros de alinhamento estratégico e prepara uma agenda intensa de reuniões bilaterais com parceiros internacionais como UNICEF, Fundo Global e GAVI.

O Executivo angolano pretende reforçar apoios internacionais para sectores considerados críticos, entre os quais o combate à malária, cólera, tuberculose e sarampo, além da expansão dos cuidados materno-infantis e da formação de profissionais de saúde. Apesar dos progressos registados, o país continua confrontado com elevadas taxas de mortalidade materna, escassez de médicos e profundas desigualdades no acesso aos cuidados de saúde entre zonas urbanas e rurais.

A assembleia deverá ainda discutir o polémico acordo internacional sobre pandemias e partilha de patógenos de alto risco, considerado decisivo para futuras respostas globais a crises sanitárias. Para Angola, a participação no encontro representa não apenas uma frente diplomática, mas também uma oportunidade estratégica para captar financiamento, fortalecer alianças e reposicionar o país no centro dos debates mundiais sobre saúde pública.