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MINSA chama especialistas internacionais para introduzir mais uma especialidade médica em Angola

Angola prepara-se para dar um salto inédito no sector da saúde com a introdução da neurorradiologia de intervenção, uma subespecialidade médica altamente sofisticada que promete reduzir evacuações clínicas ao exterior e salvar vidas em casos críticos como o AVC.

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O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde, que confirmou a realização da primeira reunião de Neurorradiologia de Intervenção no Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha “Pedalé”. O encontro marca o arranque oficial da implementação da especialidade no país e abre caminho para a formação intensiva de médicos angolanos ao longo dos próximos dois anos, sob orientação de especialistas internacionais.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, considerou a iniciativa um passo estratégico para reforçar a soberania sanitária nacional e reduzir a dependência de tratamentos no estrangeiro. Segundo a governante, o Executivo quer construir “um sistema de saúde moderno, autónomo e capaz de responder às doenças de elevada complexidade”. A nova especialidade permitirá tratar patologias neurovasculares através de técnicas minimamente invasivas, aumentando as hipóteses de sobrevivência e recuperação dos pacientes.

Nesta primeira fase, seis médicos angolanos iniciarão formação especializada em neurorradiologia de intervenção. O Ministério da Saúde sublinha que, até agora, muitos doentes com problemas neurovasculares complexos precisavam de evacuação médica para o exterior, com custos que podiam ultrapassar os 300 mil dólares por paciente. Com a implementação gradual da especialidade em território nacional, o Estado espera cortar despesas milionárias e acelerar a resposta clínica em situações de emergência.

A formação integra o Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde, que prevê capacitar cerca de 38 mil profissionais, maioritariamente em Angola. Para as autoridades sanitárias, o país entra agora numa nova etapa da medicina especializada, numa corrida contra o tempo para modernizar os hospitais e travar o sofrimento de milhares de famílias angolanas.

C/VA