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Tensão em Benguela: desalojados protestam e Governo pede calma após cheias

O Governo Provincial de Benguela apelou, esta Quarta-feira, à calma dos milhares de desalojados das devastadoras cheias de Abril, depois de protestos marcados por tensão, disparos e relatos de feridos junto ao bairro Cauango, na Estrada Nacional 100.

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A vice-governadora para o sector Político, Social e Económico, Cátia Chimbinga Cachuco, garantiu que o executivo está a reforçar os serviços de saúde, apoio psicológico, segurança policial e assistência social nos centros de acolhimento, onde permanecem milhares de famílias afectadas pelo transbordo do rio Cavaco. Segundo a governante, mais de 31 mil famílias já foram cadastradas e continuam a receber apoio regular das autoridades.

As manifestações ocorreram horas depois de dezenas de desalojados saírem às ruas para denunciar alegadas condições precárias nos centros de acolhimento, exigindo alimentação condigna, melhores espaços de acomodação e soluções definitivas para abandonarem o Campismo 2. Vídeos partilhados nas redes sociais mostraram momentos de confusão e correria, numa altura em que a província voltou a registar chuva durante a madrugada.

O Governo anunciou ainda que já identificou áreas para o realojamento das cerca de 10 mil famílias instaladas nos centros provisórios e revelou que quatro mil famílias com habitações parcialmente destruídas deverão receber, nos próximos dias, material de construção e apoio alimentar. “É preciso que regressem em segurança”, justificou Cátia Cachuco, ao pedir paciência aos sinistrados.

As cheias de 12 de Abril provocaram pelo menos 19 mortos, mais de 30 desaparecidos e milhares de desalojados, numa das maiores tragédias recentes da província. Enquanto prosseguem as buscas aos desaparecidos, o Executivo promete activar uma linha de financiamento de 30 mil milhões de kwanzas para apoiar cidadãos e empresas afectados pelas calamidades naturais em Benguela e noutras regiões do país.

C/Lusa