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Guerra ao vandalismo faz mais de 300 detidos e encerra 1.600 negócios

Mais de 300 pessoas foram detidas e 1.616 estabelecimentos encerrados desde o início do ano, numa ofensiva sem precedentes das autoridades contra o vandalismo de bens públicos, fenómeno que continua a causar prejuízos milionários ao Estado.

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Os dados foram revelados pelo ministro de Estado e chefe da Casa Militar do Presidente da República, Francisco Furtado, durante a abertura de um colóquio dedicado ao tema. Do total de estabelecimentos encerrados, 54% localizam-se em Luanda, 6% no Icolo e Bengo e os restantes 40% distribuídos pelo país. Entre Janeiro e Fevereiro, as autoridades detiveram 248 cidadãos nacionais e 66 estrangeiros, além de encerrarem 50 unidades industriais ilegais na capital.

Segundo o governante, a ofensiva permitiu travar várias tentativas de furto de equipamentos eléctricos, reforçar a capacidade operacional das forças envolvidas e efectuar apreensões significativas de material ferroso, frequentemente canalizado para circuitos ilegais de comercialização.

Os danos acumulados continuam, contudo, a alarmar o Executivo. Só em 2023, a Empresa Nacional de Distribuição de Electricidade (ENDE) registou prejuízos superiores a 400 milhões de kwanzas, com o roubo de cerca de 60 mil metros de cabos, além da destruição de infra-estruturas críticas. Para 2025, estimativas nacionais apontam para perdas acima dos 50 milhões de dólares no sector energético.

Em Luanda, os efeitos são visíveis e inquietantes: a destruição da iluminação pública na via expressa gerou prejuízos de 39 milhões de kwanzas, agravando riscos para a segurança rodoviária e urbana. Apesar da aprovação, em 2025, da Lei dos Crimes de Vandalismo de Bens e Serviços Públicos, várias normas acabaram chumbadas pelo Tribunal Constitucional, num cenário que mantém o combate ao fenómeno sob forte pressão.