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Igreja mobiliza fiéis e empresários para financiar visita histórica do Papa Leão XIV

A Igreja Católica em Angola lançou um apelo público à sociedade e ao empresariado para contribuírem para o fundo de apoio à visita do Papa Leão XIV, agendada para 18 a 21 de Abril, num momento descrito pelos bispos como de “alegria indizível” e importância histórica para o país.

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Em nota pastoral divulgada esta segunda-feira, a Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) sublinha que esta será a terceira visita de um Sumo Pontífice a solo angolano. Ao apresentar o documento no final da I Assembleia Plenária da CEAST, realizada em Luanda desde 25 de Fevereiro, o padre José Sebastião destacou que Angola foi o primeiro país da África Subsaariana a acolher o Evangelho e a celebrar baptismos cristãos.

A visita insere-se nas comemorações dos 50 anos da Independência Nacional e dos 450 anos da fundação da cidade de Luanda, marcos que reforçam o simbolismo da deslocação papal. Segundo o sacerdote, o crescimento do cristianismo no país e o convite formal dirigido ao Santo Padre, prontamente aceite, reflectem a vitalidade da fé no seio do povo angolano.

Durante a estadia, Leão XIV deverá reunir-se com o Presidente da República, João Lourenço, com representantes da sociedade civil, com os bispos e religiosos, além de presidir a uma missa na centralidade do Kilamba. O programa inclui ainda uma visita à Basílica da Muxima, na província de Icolo e Bengo, e uma deslocação à Lunda Sul.

A CEAST alerta que uma visita desta dimensão exige preparação espiritual e forte aparato logístico. Por isso, apela à generosidade colectiva, desde as crianças da catequese até aos empresários, lembrando que “nenhuma contribuição é pequena” quando está em causa um acontecimento desta magnitude.

O apelo estende-se ao voluntariado, considerado uma oportunidade única de participação num momento que ficará registado na história nacional. Leão XIV será o terceiro Papa a visitar Angola, depois de João Paulo II, em 1992, e Bento XVI, em 2009, numa jornada que a Igreja descreve como peregrinação de esperança, reconciliação e paz.