Marcha travada em Luanda: activistas acusam o Estado de fechar os olhos
Uma concentração marcada para exigir punições mais duras contra abusadores sexuais acabou travada pelas autoridades em Luanda, aumentando a indignação de manifestantes que pedem justiça para Belma.

Registro autoral da fotografia
A mobilização reuniu cerca de uma centena de pessoas no Largo de São Paulo, no Sábado, com cartazes e palavras de ordem contra a violência sexual. A Polícia Nacional bloqueou a marcha prevista até ao Largo das Heroínas, alegando falta de autorização. O caso da adolescente de 15 anos, violada e brutalmente agredida, esteve no centro dos apelos por justiça.
Os alegados agressores encontram-se detidos pelo Serviço de Investigação Criminal. Entre os manifestantes, cresceu o sentimento de frustração. Muitos acusam o sistema judicial de tratar com complacência crimes que deixam marcas irreparáveis nas vítimas. “Hoje cometem o abuso, amanhã estão na rua”, desabafou uma participante, defendendo penas significativamente mais duras.
A activista Rosa Conde criticou o que considera ser a resistência do Estado às manifestações e anunciou uma nova marcha para 10 de Janeiro. Para si, silenciar estes episódios equivale a proteger os abusadores. “Não podemos deixar que estes casos morram”, afirmou, pedindo mobilização contínua e garantia de punições exemplares.
Rosa Conde lamentou ainda o medo instalado entre famílias e testemunhas, muitas vezes pressionadas a evitar denúncias para “não manchar o nome” dos seus. Defendeu campanhas nas escolas, diálogo dentro das famílias e uma legislação mais pesada, com penas mínimas que dissuadam futuros crimes.
Para os organizadores, a violência sexual permanece um problema grave e banalizado. O apelo é claro: justiça célere, mais protecção às vítimas e um Estado firme contra quem transforma vidas em pesadelos.
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