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Novo Américo Boavida vai colocar Angola na vanguarda da saúde em África, assegura ministra

O Hospital Américo Boavida, em Luanda, está a ser reconstruído para se tornar uma das mais modernas unidades hospitalares de África, com capacidade para 500 camas e serviços de elevada complexidade clínica, anunciou esta sexta-feira a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

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A garantia foi dada no final de uma visita de constatação às obras, realizada em conjunto com o ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Alberto dos Santos, no âmbito da estratégia governamental de modernização do Sistema Nacional de Saúde.

Segundo a governante, o novo hospital será uma unidade de referência nacional de III Nível, equipada com tecnologia de ponta, serviços avançados de imagiologia, medicina nuclear, tratamento oncológico, áreas para doenças infectocontagiosas e unidades de cuidados intensivos médicos, cirúrgicos e pediátricos.

A demolição do antigo edifício, explicou o Executivo, resultou de estudos técnicos rigorosos conduzidos pelo Laboratório de Engenharia de Angola, que identificaram elevados níveis de degradação estrutural, sem garantias de segurança para pacientes, profissionais e visitantes, levando à recomendação inequívoca da sua substituição total.

As autoridades asseguraram que a nova infra-estrutura respeita padrões modernos de engenharia e segurança, mantendo a memória arquitectónica do hospital através da replicação da fachada histórica, agora aliada a critérios reforçados de funcionalidade e humanização dos serviços.

Com uma taxa de execução na ordem dos 41 por cento, a obra deverá entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2027, num contexto mais amplo de investimento público que inclui a formação de 38 mil profissionais de saúde até 2028, destinados a assegurar o pleno funcionamento da futura unidade.