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Ndungu estreia produção e promete até 60 mil barris por dia no offshore

O campo Ndungu, no bloco 15/06, iniciou a produção com a activação dos seus três primeiros poços, marcando um avanço decisivo no reforço da capacidade petrolífera nacional, anunciaram esta quinta-feira a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e a Azule Energy.

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O arranque integra o Desenvolvimento Integrado Agogo Polo Oeste, que reúne os campos Agogo e Ndungu, e posiciona-se como a segunda fase do projecto, com impacto directo no portefólio energético do país. O consórcio é operado pela Azule Energy (36,84%), em parceria com Sonangol E&P (36,84%) e Sinopec International (26,32%).

Localizado a cerca de 10 quilómetros do FPSO Ngoma e a aproximadamente 1.100 metros de profundidade, o desenvolvimento completo de Ndungu prevê sete poços produtores e quatro injectores, com potencial para alcançar um pico de 60 mil barris de petróleo por dia.

O início da produção ocorre seis meses após o primeiro óleo do FPSO Agogo, num calendário considerado agressivo para águas profundas. A produção inicial segue por tieback para a infra-estrutura submarina do West Hub e para o FPSO Ngoma, antecipando receitas antes da futura migração para o FPSO Agogo.

Para o PCA da ANPG, Paulino Jerónimo, o marco confirma a aposta em investimentos eficientes e na valorização dos recursos naturais, além de reforçar a cooperação com operadores para maximizar oportunidades de produção e capacitar o capital humano nacional.

Já o CEO da Azule Energy, Joseph Murphy, sublinhou que o Ndungu impulsiona o pleno potencial do Agogo Integrated West Hub, estimando que Agogo e Ndungu atinjam, em conjunto, um pico de cerca de 175 mil barris por dia, consolidando a trajectória de crescimento do sector.