0º C

11 : 02

Oito exigências resolvidas, duas continuam a bloquear acordo na ELISAL

Apesar do impasse com os sindicatos, a administração da ELISAL assegura que a recolha de resíduos está a caminho da normalização e garante que a maioria das exigências dos trabalhadores já foi satisfeita.

Registro autoral da fotografia

Há 1 hora
2 minutos de leitura

O presidente do Conselho de Administração da Empresa de Limpeza e Saneamento de Luanda (ELISAL), Gonçalves Imperial, revelou que oito dos dez pontos constantes do caderno reivindicativo foram resolvidos, permanecendo por negociar apenas matérias relacionadas com o ajustamento salarial e os subsídios de alimentação e transporte. Segundo o gestor, a implementação destas medidas continua condicionada pela situação financeira da empresa.

As declarações foram prestadas durante uma conferência de imprensa realizada no Centro Aníbal de Melo, em parceria com o Governo Provincial de Luanda. Na ocasião, Gonçalves Imperial reiterou que a direcção manteve sempre abertura para o diálogo, atribuindo a continuação da paralisação ao facto de não ter sido alcançado consenso em dois dos pontos considerados mais sensíveis pelos trabalhadores.

Do lado sindical, o discurso é diferente. O secretário para a Informação da Comissão Sindical, Carlos António, acusou a administração de gestão danosa e questionou a alegada falta de recursos financeiros. O sindicalista afirmou não compreender como a empresa justifica a impossibilidade de rever salários enquanto continua a admitir novos trabalhadores, referindo que o efectivo terá passado de cerca de 1.300 para mais de 5.000 funcionários.

Entretanto, a administração da ELISAL mantém a expectativa de uma retoma plena dos serviços nos próximos dias. Segundo informações apuradas na manhã desta quarta-feira, os trabalhos de limpeza e recolha de resíduos nas principais artérias da capital têm sido assegurados por um grupo de jovens identificados como “solidários com a empresa”, em coordenação com uma parte dos trabalhadores que permanece em actividade, numa tentativa de evitar o agravamento da acumulação de lixo em Luanda.