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Palácio de 290 mil milhões quer colocar Luanda no mapa dos grandes eventos de África

O Governo quer transformar o novo Palácio de Convenções de Luanda numa referência continental para grandes eventos e numa montra de uma Angola moderna, capaz de receber encontros internacionais de grande dimensão. A ambição foi assumida pelo ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos dos Santos, durante a inauguração da infra-estrutura, avaliada em 290,8 mil milhões de kwanzas.

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Segundo o governante, o empreendimento não deve ser visto apenas como uma obra de infra-estrutura, mas como uma âncora para o desenvolvimento económico da zona envolvente e para a afirmação de Luanda como destino de negócios, conferências e eventos internacionais. O projecto prevê a articulação entre o investimento público e novos empreendimentos privados nas áreas hoteleira, habitacional, marítima, desportiva e cultural.

A dimensão da obra impressiona também pela complexidade da sua construção: o local era literalmente mar até Novembro de 2023. Para erguer o complexo, foram reclamados ao mar cerca de 943 mil metros cúbicos de terra e instaladas 1400 estacas, com uma altura média de 20 metros. O empreendimento ocupa uma área de 80 mil metros quadrados e está ligado à Nova Marginal de Luanda por uma ponte de aproximadamente mil metros, além de contar com uma estrada de acesso directo à Ilha de Luanda com extensão semelhante.

Distribuído por três pisos, o Palácio dispõe de um teatro principal polivalente com 3000 lugares, destinado a concertos e grandes conferências, um salão oval para 420 pessoas, um centro de negócios com 12 salas e capacidade para receber até 700 participantes em simultâneo, além de espaços administrativos, salas de seminários e estacionamento.

Carlos dos Santos defendeu que o empreendimento demonstra a capacidade de Angola para executar projectos de grande complexidade quando existe vontade política, capacidade técnica e organização. O ministro destacou ainda a necessidade de o investimento privado acompanhar a infra-estrutura pública, com novos hotéis e serviços, para criar à volta do Palácio um verdadeiro ecossistema económico capaz de sustentar a ambição de colocar Luanda no circuito dos grandes eventos africanos e internacionais.